Calita

  • O melhor e o pior

O melhor de ter 40 anos foi ter percebido que não era assim tão diferente de ter 20. Aos 40 anos podia ser mãe de um bebé e estar perdidamente apaixonada pelo pai dele.

O pior de ter 40 anos foi ter percebido que não era assim tão diferente de ter 20: Sei bem aquilo que não quero, mas não faço a mais pequena ideia daquilo que quero ao certo.

  • As surpresas e as desilusões

A grande surpresa é continuar a sentir-me a mesma miúda de 18/20 anos (ainda por cima estive a passar uns dias em casa da minha mãe e não podia sair à noite, porque “parece mal”).

A grande desilusão é não ter contribuído, ainda, com nada de importante para a humanidade.

  • As conquistas e as perdas

Cheguei aos 40 anos com bastantes perdas pelo caminho. O meu pai, que morreu quando eu tinha 13 anos, as muitas viagens por concretizar, os amigos que ficaram pelo caminho, o jornalismo arrumado numa gaveta, a auto-estima que foi sendo apedrejada.

Quanto às conquistas, acho que a principal foi ter feito, até aqui, o caminho que escolhi para mim. Deparei-me, muitas vezes, com obstáculos que pareceram intransponíveis, mas fiz o que tinha a fazer.

  • O que mudaria, se pudesse, mas não posso; e o que mudaria, se pudesse, e posso

Gostava de mudar de cidade e ir viver para o Porto, mas não é viável. Não gosto de dizer que não posso, porque acredito mesmo que querer é poder.

Aquilo que posso mudar e não mudo passa por criar novas rotinas mais interessantes, mas assim de repente não me apetece.

  • O meu grau de satisfação com a minha rotina diária, de 0 a 10

Eu diria que deve andar pelos 3. Tenho uma rotina diária bastante deprimente, na minha perspectiva.

  • Recados para mim aos 20

Miúda, tens um corpo fantástico. A sério, um corpo fantástico. Dá-lhe uso.

  • Votos para mim aos 50

Amor, uma cabana e uma garrafeira espectacular.

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Obrigada, Calita.

Para participar no nosso questionário ‘Ter 40′, basta enviar as respostas por email. Saibam mais aqui. Até já.

Marta