Date night

por , em 2/10/16

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Queridas Senhoras,

um casal vê-se com os filhos entregues aos avós e com a tarde e a noite livres para aproveitar a magnífica e vibrante cidade de Lisboa. Os concertos do Dia Mundial da Música enchem as praças, corre uma brisa suave e o tempo está por nossa conta. Na hora de escolher um restaurante para jantar, a ansiedade instala-se. Percorremos o Chiado, as montras sugestivas e os letreiros catchy sucedem-se. À vista de tanta elegância, sofisticação descontraída e empreendedorismo, não distinguimos logo o que estamos a ver, se é uma tasca hipster ou uma loja trendy de moda e acessórios. Sabemos lá se os designers de tabernas não decidiram agora que é para pôr ténis e mochilas na montra.

Uma consulta à Zomato diz-nos que o novo peruano custa 50€ para 2 pessoas e os comentadores confirmam os preços elevados, ainda que justificados pela “experiência gratificante”. Diz que os pãezinhos a vapor de Taiwan também não saem baratos e nem sequer ficam nesta zona da cidade. Procuramos em vão uma lista de sítios para “casais suburbanos que querem experimentar uma coisa gira até 30€/2 pessoas”.

Com o olho no Cais do Sodré, descemos a Rua do Alecrim. No Palácio Chiado, com as suas pinturas, escadarias e tectos altos, toda a gente bebe gin. O Olivier assa frangos mais abaixo e há um bar de peixe só com um balcão a toda a volta da sala. A esplanada do espanhol, nas escadinhas, tem bom ar mas faz-se pagar bem.

O mexicano está cheio de gente, provavelmente muito à vontade com tacos e margueritas. Não somos nós. A steakhouse está igualmente composta, a clientela não de deixou demover pelos preços elevados da carne maturada a 21 dias.

Avistamos o tal peruano da moda, brilhantemente iluminado e espelhado, e, do outro lado da estrada, o nosso destino desconhecido: Salsicharia Vienense.

São só salsichas, é verdade, mas o adjectivo “vienense” empresta um glamour, uma erudição até, que acaba por salvar a noite (e combina com o Dia Mundial da Música). Por um custo muito razoável, temos o nosso jantar a dois e até podemos comentar, na altura da sobremesa, “ah! as pastelarias de Viena.”

Sim, porque nós já estivemos em Viena. E ainda que tudo seja uma única e indistinta noite distante – Paris, Viena, Florença, Roma – podemos fintar o casal suburbano e fingir uma familiaridade cosmopolita com as pastelarias de Viena, os bistrots parisienses e as trattorie florentinas.

A ementa não oferece dificuldades de maior mas ainda assim temos que escolher o tipo de salsicha, entre muitas variedade de wurst. Há uma lista igualmente extensa de cerveja artesanal com explicações complicadas sobre harmonização. É com alívio que peço uma imperial industrial.

Acabamos de jantar tão cedo que os mais jovens devem ter acordado há pouco da farra da noite anterior. Que nos importa se comemos a nossa wurst com batatas wedge e uma fresca torte de framboesa e maçã. Tal e qual como nas pastelarias de Viena.

 

Beijinhos a todas,

Céu

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                                                                                                                                                   Esplanada-jardim no Museu Nacional do Azulejo

Queridas Senhoras,

no fim-de-semana dei uma volta grande por Lisboa. Fui do Rossio ao Museu Nacional do Azulejo a pé (a Paula põe-se agora a pensar como é que fiz isto). Cruzei-me com magotes de turistas, muitas obras e caos generalizado. Não alinho na diabolização do aumento do número de visitantes em Lisboa mas neste Dia Mundial do Turismo decidi elaborar uma lista de locais onde não me sinto “esmagada,” como aconteceu nesse passeio.

Centro Cultural de Belém
Com exposições, actividades para crianças, esplanadas, jardim e vista para o rio, continua a ser um dos meus sítios preferidos para passear ao fim-de-semana.

Cinema São Jorge
Dos maiores prazeres da vida urbana: frequentar os festivais de cinema do São Jorge.

Gulbenkian
Embora seja muito procurado por turistas, é bem capaz de ser o local mais civilizado da cidade. Museus, jardins, esplanadas, programação para toda a família, muitas actividades gratuitas.

LxFactory
Dentro do género hipster-cool, com as suas tascas modernas, open days, mercados rurais e feirinhas vintage, e fora do eixo central, escapa ao radar turístico mais óbvio.

Monsanto
Além dos parques infantis do Alvito e da Serafina, há muito por desbravar neste parque florestal cheio de caminhos, trilhos e atalhos.

Museu da Cidade
A esplanada nos jardins foi uma das minhas últimas descobertas. É um sossego e fica mesmo ao pé do jardim do Campo Grande, agora renovado e com grandes áreas verdes, não muito frequentadas por turistas.

Museu Nacional do Azulejo
Visitei pela primeira vez no sábado e fiquei encantada com a esplanada no jardim interior. Muito civilizado também, muitos turistas franceses.

Parque das Nações
Durante anos embirrei com a “Expo” mas agora reconheço que é um dos melhores locais para grandes caminhadas junto ao rio.

Pérola do Chaimite
Queria incluir algum sítio de compras na lista. Mas não há paciência para compras, seja em centros comerciais seja nas milhentas feiras e mercados. Depois lembrei-me desta adorável lojinha de chás e cafés na Duque de Ávila. Cheira muito bem.

Piscinas municipais
Fora dos horários confusos de aulas e da criançada, é um luxo acessível por muito pouco.

Quiosque Jardim Amoreiras
Provavelmente, a esplanada mais serena da cidade.

Quiosque Praça José Fontana
Ao cimo da Duque de Loulé, o descanso de uma esplanada num pequeno jardim onde por vezes se ouve jazz.

Slash Hair Studio
Fica na Estefânia, uma das novas zonas discretamente cool, e é muito mais do que um cabeleireiro como poderão comprovar se acompanharem a página do facebook.

Teatro Nacional D. Maria
Dias gratuitos, actividades para crianças, uma programação enérgica e surpreendente.

Veneziana
A gelataria dos Restauradores. Nunca há filas para pedir um copo de morango e limão.

 

Beijinhos a todas!

Céu

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Restaurantes zen

por , em 8/9/16

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Queridas Senhoras,

adoro restaurantes vegetarianos, tanto pela comida como pelo ambiente. Normalmente não almoço fora, sentada, de faca e garfo. Costumo comer uma sopa e trazer o resto de casa (sandes, fruta, etc.) Detesto perder a hora de almoço em restaurantes barulhentos, onde a homenzarrada dos escritórios vai discutir futebol e deglutir pratos gordurosos e/ou salgados.

Num vegetariano, em regra, não há nada disto. Toda a gente fala mais baixo e os homens conseguem ter conversas tão variadas como as mulheres. Hoje tive de ir ao Rossio e no regresso, ao procurar uma tasca para comer uma sopa, dei com o Arco-Íris Restaurante Vegetariano e Macrobiótico. Duas salinhas serenas e tranquilas e a surpresa de uma esplanada num pátio interior. Este pequeno oásis fica nas traseiras da Av. da Liberdade, na proximidade de dezenas de tascas com entrecosto, favas guisadas, bacalhau com grão (nada contra, mas à tarde também se trabalha).

Gosto da leveza com que se sai de uma refeição num bom vegetariano. Leveza de estômago e de espírito. Aqui não se ouvem talheres a tilintar à maluca, máquinas de café ruidosas, empregados a bradar “sai meia de cozido!”, gargalhadas alarves, TV aos berros e as eternas discussões da bola, imagem de marca do snack-bar português.

Recomendo o Arco-Iris onde almocei, por quatro euros, uma belíssima sopa e um pastel de tofu com salada. Têm variadíssimos menus e conjugações com sopas, vegetais, cereais, prato, sobremesa (o chá é oferta da casa). Para mim chega uma sopa e mais qualquer coisa e por essa razão não gosto do regime de buffet (não tem graça comer à bruta para compensar os 8 ou 9 euros que se paga).

Dentro do género do Arco-Irís deixo aqui as referências dos restaurantes que já visitei e recomendo (cozinha e ambiente são igualmente importantes; não vou ao Celeiro, por exemplo, embora a comida seja aceitável, porque não tem uma atmosfera apaziguante):

Oásis Restaurante Vegetariano (R. Marquês Sá da Bandeira, junto à Gulbenkian) – A melhor cozinha vegetariana que já provei. Abriram recentemente o Oásis II a pouca distância do primeiro, na zona do Rego. O ambiente não é especialmente sereno mas funciona. Muito, muito difícil arranjar mesa à hora de almoço convencional (13h-14h).

Refeitório Hare Krishna  (R. de Dona Estefânia, Saldanha) – Ambiente zen, esplanada no jardim; existe um único menu composto por sopa, prato, sobremesa, chá (7,5 euros), tudo muito bom e saboroso.

Espiral (junto ao Largo da Estefânia) – Julgo que é um dos mais antigos e fiáveis. Comida e ambiente recomendados.

Cafetaria e Restaurante Miosótis (S.Sebastião/Picoas) – Fica no interior das novas instalações do supermercado biológico. Comida muito boa e variada. O ambiente da sala é um pouco cansativo, com alguma fila, muita gente. Tem uma esplanada num pátio traseiro que ainda não experimentei.

 

Beijinhos a todas!

 

Céu

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Ter a palavra

por , em 1/7/16

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Queridas Senhoras,

nos últimos tempos alastrou pela cidade um surto de poesia. A uma segunda ou uma terça-feira, por exemplo, dias tão cinzentos, pessoas reúnem-se em bares, cafés, livrarias, associações culturais para uma actividade quase clandestina, subversiva. É que na minha visão romantizada estas noites esconsas são o exacto oposto de uma rotina desinteressante e mecanizada. Na prática, quem é que tem tempo, paciência, energia, disponibilidade mental e emocional para a poesia numa segunda-feira à noite?

O mesmo poderá dizer-se de uma noite de teatro, cinema, ópera ou bailado. Mas a poesia, por dispor apenas da palavra, tem, ao mesmo tempo, uma fragilidade e uma força particulares. No caso da poesia dita na rua, desprotegida, exposta aos elementos, isto sente-se de forma muito intensa. Ficamos abalados. Eu cá fico.

Ontem, ao final da tarde, assisti a um dos eventos de abertura do Festival Silêncio  (30 de Junho a 3 de Julho) chamado A Poesia das Fronteiras. Várias pessoas que costumam participar nos encontros dos Poetas do Povo e outros, disseram poemas seus e alheios, num palco da Rua Nova do Carvalho, ao Cais do Sodré, sob o arco da Rua do Alecrim.

Uma voz que irrompe no silêncio ou no ruído citadino às sete da tarde, quando a cidade fervilha de turistas, adeptos de futebol, gente cansada, distraída ou desistente, quando essa voz – profunda ou cristalina, poderosa ou tímida, zangada ou risonha – chega até nós, sentimos as palavras directamente na pele. Eu cá sinto.

É curioso como se procura cativar os públicos com espectáculos e performances cada vez mais elaborados, cheios de efeitos, videomappings e mais não sei o quê. Mas, de repente, há um homem ou uma mulher (ou uma criança) a dizer um poema numa praça, num jardim, numa avenida, despido de todos os artifícios, sem quaisquer adereços, sem apoio, sem rede, sem explicação. É avassalador.

E assim se desafia “o modo funcionário de viver” do O’ Neill que também esteve lá ontem e fez companhia ao Drummond de Andrade.

(ouvido na rua)

A Flor e a Náusea

Preso à minha classe e a algumas roupas, vou de branco pela rua cinzenta.
Melancolias, mercadorias, espreitam-me.
Devo seguir até o enjôo?
Posso, sem armas, revoltar-me?

Olhos sujos no relógio da torre:
Não, o tempo não chegou de completa justiça.
O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera.
O tempo pobre, o poeta pobre
fundem-se no mesmo impasse.

Em vão me tento explicar, os muros são surdos.
Sob a pele das palavras há cifras e códigos.
O sol consola os doentes e não os renova.
As coisas. Que tristes são as coisas, consideradas sem ênfase.

Vomitar este tédio sobre a cidade.
Quarenta anos e nenhum problema
resolvido, sequer colocado.
Nenhuma carta escrita nem recebida.
Todos os homens voltam para casa.
Estão menos livres mas levam jornais
e soletram o mundo, sabendo que o perdem.

Crimes da terra, como perdoá-los?
Tomei parte em muitos, outros escondi.
Alguns achei belos, foram publicados.
Crimes suaves, que ajudam a viver.
Ração diária de erro, distribuída em casa.
Os ferozes padeiros do mal.
Os ferozes leiteiros do mal.

Pôr fogo em tudo, inclusive em mim.
Ao menino de 1918 chamavam anarquista.
Porém meu ódio é o melhor de mim.
Com ele me salvo
e dou a poucos uma esperança mínima.

Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
garanto que uma flor nasceu.

Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.

Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde
e lentamente passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.
Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.
É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.

Carlos Drummond de Andrade

 

 

Beijinhos a todas,

 

Céu

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Queridas Senhoras,

estão sempre a abrir sítios novos na cidade. Eu sei porque vejo nas revistas, recebo informação e também porque ando nas ruas e vejo aqueles lettrings quase sempre iguais que os sítios novos têm (não sei se encomendam todos ao mesmo designer especialista em sítios novos).

Às vezes, ando pelas ruas propositadamente à procura dos sítios novos, os cafés, os restaurantes, os bares, os hostels, as galerias, as barbearias revivalistas com nomes catchy e conceitos “diferentes” embora os lettrings sejam todos muito parecidos. Mas enquanto tento localizar os sítios novos, saltam-me à vista os sítios velhos. Os vidros sujos, as montras tapadas com cartão ou papel de jornais que até podem já não existir, as grades descidas a meio do dia, a ementa dos pratos de um dia já longínquo.

Há Cozido.

Há Caracóis.

Os sítios novos têm flores à porta, escrevem o menu a giz numa ardósia, têm esplanadas giras, pátios e terraços. Os sítios velhos, aqueles que são só velhos e não históricos, não têm nomes originais mas o que está inscrito nos toldos encardidos e esfiapados inspira confiança, soa familiar.

Flor do Bairro, Adega do João, Salão Lena.

Os sítios novos aparecem todos os dias nas revistas, nos sites e nos suplementos de lifestyle. Os sítios com 100 anos também têm destaque garantido, a imprensa adora lojas centenárias. Mas os sítios que são só velhos, que fecham as portas por falta de clientes, acumulação de pó e dívidas, também deixam saudades.

Estrela da Avenida, Retiro do Largo, Barbearia Lemos.

Beijinhos a todas,

Céu

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Poço dos Negros

por , em 7/3/16

 

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 Foto: La Argentina, Rua do Poço dos Negros, nº 168

Queridas Senhoras,

bem sabem como adoro descobrir que zonas da cidade estão a mexer, com sítios novos e coisas a acontecer. Dentro das minhas limitações e contornando as embirrações dos miúdos, que simplesmente detestam estes passeios (já não disfarçam: é guerra aberta), lá vou conseguindo, de vez em quando, dar uma espreitadela.

Ontem, primeiro domingo do mês, ocorreu-me que seria boa ideia aproveitar a entrada gratuita nos museus que está agora reservada a este dia. A escolha recaiu no novo Atelier-Museu Júlio Pomar (embora neste caso a entrada seja sempre livre) que me pareceu um local interessante a visitar, numa zona da cidade que, lá está, tenho ouvido dizer que está a mexer muito.

O museu fica num bonito edifício (um antigo armazém do séc. XVII) na estreita Rua do Vale, perpendicular à Rua dos Poiais a São Bento, paralela à Rua do Poço dos Negros, um enclave situado, sensivelmente, entre São Bento e o Alto de Santa Catarina. Apesar do parco conteúdo expositivo (as exposições mudam regularmente e por vezes há actividades incluindo para crianças), gostámos da arquitectura e do desenho do espaço.

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Subimos ao Miradouro de Santa Catarina para ver as vistas (não há, talvez, nada que os miúdos mais detestem do que ver as vistas, em especial sobre o rio) e demos com as habituais tribos de jovens e turistas que frequentam o local, em plena prestação de tributo ao Sol e ao Tejo, ao ritmo do reggae e da ganza.

Descemos novamente e fomos desembocar na Rua das Gaivotas. Aqui abriu recentemente o Polo Cultural das Gaivotas, um equipamento da Câmara Municipal dedicado à comunidade artística, com residências e salas de ensaio. Um largo portão verde dá acesso a uma aprazível esplanada pertencente à cafetaria vegetariana Água no Bico.

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Na porta ao lado fica o Rua das Gaivotas6, o também recente espaço do Teatro Praga onde já no próximo fim-de-semana (11-13 de Março) se realiza mais um encontro da série O QUE UM LIVRO PODE, dedicado ao tema O livro para a infância como livro de artista.

Regressamos ao Poço dos Negros. A artéria está bem servida de todo o género de serviços e, mesmo num pacato domingo à tarde, há vida e movimento. O Irreal é café bar, galeria de arte, espaço cultural; a mesmo descrição aplica-se ao Clube Royale; a Taberna Madeirense, mercearia e casa de petiscos; a curiosa Companhia Portugueza de Chá; a vetusta Livraria Alfarrabista Avelar Machado (140 anos feitos); a Antiga Ervanária do Poço NovoLa Argentina, casa de doces e salgados aberta o ano passado; e o projecto mais querido que se possa imaginar, julgo que o conhecem bem: A Avó Veio Trabalhar.

Para dinamizar tudo isto, há uma associação, a Rés do Chão que se têm empenhado na reabilitação dos espaços e impulsiona um “novo bairro” . É o Triângulo, cujos vértices tocam os bairros de São Bento, Santos e Bairro Alto.

No primeiro sábado do mês realiza-se também por aqui a Feira Vizinha (entre as 10h e as 18h, no Largo Dr. António de Sousa de Macedo e a Travessa do Poço dos Negros) que traz os comerciantes da zona para a rua.

Fiquem ainda com esta história sobre a origem do topónimo Poço dos Negros e com um convite: que tal um jantar no caboverdianao Tambarina? Fica no nº 94.

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Beijinhos a todas, boa semana!
Céu

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Questionário ‘Ter 40′