gina

  • O melhor e o pior

O melhor é ter vivido pelo menos até aqui, conhecer o amor, a maternidade e lugares. O pior é a consciência de ter cada vez menos tempo para viver essas e outras coisas boas.

  • As surpresas e as desilusões

Todos os dias me desiludo com a ideia de que o mundo não tem novidades. Entretanto descobri que posso alterar o modo como o vejo e assim me surpreender.

  • As conquistas e as perdas

Não ter de ir por ali, convicta das minhas razões – conquista. Não ter companhia se vou por ali, pelas mesmas razões – perda.

  • O que mudaria, se pudesse, mas não posso; e o que mudaria, se pudesse, e posso

Mudaria de profissão.
Mudaria o modo como me relaciono com as pessoas.

  • O meu grau de satisfação com a minha rotina diária, de 0 a 10

3 (três). O facto de eu ser um tanto ou quanto insatisfeita é tão explicável quanto aborrecido de ler.

  • Recados para mim aos 20

Aproveita, miúda. A vida passa, isso é mesmo verdade, amanhã os teus dias não vão ser assim. De resto, valoriza-te.

  • Votos para mim aos 50

Que eu seja muito feliz. A lucidez pouco me importa que exista ou então não, a felicidade não depende dela, às vezes só atrapalha.

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Obrigada, Gina.

Para participar no nosso questionário ‘Ter 40′, basta enviar as respostas por email. Saibam mais aqui. Até já.

Marta

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Ana

  • O melhor e o pior

O melhor foi um clique que me deu, um mês antes de fazer 40 anos. Estava de férias e apercebi-me que metade das chatices que viviam na minha cabeça nunca se chegavam a confirmar. Preocupava-me por antecipação. Cortava os pulsos todas as semanas. Deixei-me disso. Cada vez que há qualquer coisa que não controlo que ameaça dar-me cabo da cabeça, faço de Doris Day e canto o “Que sera, sera” o mais alto que consigo. E foi assim que ganhei alguma paz de espirito.

O pior foi o peso de dizer “tenho 40 anos”, porque na realidade olho-me ao espelho e continuo a ver uma miúda de vinte e tantos. Mas aprendi a não levar o número a sério.

  • As surpresas e as desilusões

Não foram muitas. Ou as que aconteceram não foram nada de extraordinário. Ou pouco importantes. O que me surpreendeu brutalmente, foi acordar no dia dos meus anos e sentir-me na mesma.

  • As conquistas e as perdas

Perdi os 30. Ganhei os 40. Conquistei o direito de fazer várias coisas (se calhar sempre o tive e a minha cabeça é que achava que não, mas já é um princípio), especialmente fazer o que me dá na bolha.

  • O que mudaria, se pudesse, mas não posso; e o que mudaria, se pudesse, e posso
Largava o emprego, se pudesse, e passava os dias por casa (às vezes vejo-me como uma reencarnação da Ana dos Cinco, lembram-se? Era a que ficava para trás a fazer caminhas nas grutas e a arrumar a despensa) a trabalhar no meu blog, a passear para alimentar o blog, mas como não posso, por lá continuo.
Posso mudar – e tenho vindo a mudar – a minha maneira de ver as coisas. Deixei de ser tão contestatária e passei a ser mais “vive-e-deixa-viver”. Ah sim, e passei a acreditar na justiça divina (ehehehehehe!)
  • O meu grau de satisfação com a minha rotina diária, de 0 a 10

7, com valores mais baixos durante a semana e mais altos ao fim de semana. A bater o zero nos dias em que preciso de tempo para mim e não consigo.

  • Recados para mim aos 20

Não esbanjes dinheiro em cenas parvas; Aproveita os bilhetes de avião de borla que vais ter durante anos e viaja para te divertires não só em trabalho; não te esqueças de ligar mais aos amigos. É verdade que voltam mais tarde, mas nunca fiando; e nunca te desligues do Porto

  • Votos para mim aos 50

Que tenha a saúde de hoje, que tenha deixado de fumar. Que a minha pele continue fantástica (porque isto de ter pele oleosa não são só más noticias). Que o meu filho não perca o juízo. Que o meu marido ainda ande por aí a largar migalhas no balcão da cozinha. Que continue a gostar de escrever e que tenha recuperado a disponibilidade e a paciência para ler, perdidas quando o meu filho nasceu.

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Obrigada, Ana.

Para participar no nosso questionário ‘Ter 40′, basta enviar as respostas por email. Saibam mais aqui. Até já.

Marta

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Calita

  • O melhor e o pior

O melhor de ter 40 anos foi ter percebido que não era assim tão diferente de ter 20. Aos 40 anos podia ser mãe de um bebé e estar perdidamente apaixonada pelo pai dele.

O pior de ter 40 anos foi ter percebido que não era assim tão diferente de ter 20: Sei bem aquilo que não quero, mas não faço a mais pequena ideia daquilo que quero ao certo.

  • As surpresas e as desilusões

A grande surpresa é continuar a sentir-me a mesma miúda de 18/20 anos (ainda por cima estive a passar uns dias em casa da minha mãe e não podia sair à noite, porque “parece mal”).

A grande desilusão é não ter contribuído, ainda, com nada de importante para a humanidade.

  • As conquistas e as perdas

Cheguei aos 40 anos com bastantes perdas pelo caminho. O meu pai, que morreu quando eu tinha 13 anos, as muitas viagens por concretizar, os amigos que ficaram pelo caminho, o jornalismo arrumado numa gaveta, a auto-estima que foi sendo apedrejada.

Quanto às conquistas, acho que a principal foi ter feito, até aqui, o caminho que escolhi para mim. Deparei-me, muitas vezes, com obstáculos que pareceram intransponíveis, mas fiz o que tinha a fazer.

  • O que mudaria, se pudesse, mas não posso; e o que mudaria, se pudesse, e posso

Gostava de mudar de cidade e ir viver para o Porto, mas não é viável. Não gosto de dizer que não posso, porque acredito mesmo que querer é poder.

Aquilo que posso mudar e não mudo passa por criar novas rotinas mais interessantes, mas assim de repente não me apetece.

  • O meu grau de satisfação com a minha rotina diária, de 0 a 10

Eu diria que deve andar pelos 3. Tenho uma rotina diária bastante deprimente, na minha perspectiva.

  • Recados para mim aos 20

Miúda, tens um corpo fantástico. A sério, um corpo fantástico. Dá-lhe uso.

  • Votos para mim aos 50

Amor, uma cabana e uma garrafeira espectacular.

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Obrigada, Calita.

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Marta

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Xinha

  • O melhor e o pior

O melhor dos 40 anos é o jogo de ancas, os pés assentes na terra (apesar da terra abanar por todos os lados) e o brilhozinho nos olhos.

O pior é a consciência dos ossos, os limites da carga e ter de anotar tudo senão esqueço-me…

  • As surpresas e as desilusões

As surpresas: bom, a maior de todas talvez seja a capacidade de me reinventar, de recomeçar, de reaprender, dos érres todos que se cravam eu mim com uma naturalidade que me… surpreende. Nada do que sou aos 40 era suposto acontecer, ser ou fazer.

Desilusões – também são surpresas… só aconteceram porque me iludi e se o fiz foi porque acreditei e se acreditei valeu a pena. Vale sempre a pena a intenção da semente. A desilusão é o tal enorme espaço vazio que resta quando já esteve cheio. E eu lá quero viver sem isso?!

  • As conquistas e as perdas

Tens tempo? Tenho pensado muito sobre isso e cá para mim as conquistas estão sempre ligadas as perdas e estas às conquistas. Tanto a nível profissional como pessoal, sempre que perdi conquistei e sempre que conquistei acabei por perder. É assim uma espécie de jogo de forças, uma dicotomia poderosa que aos 40 faz-me rir e perguntar constantemente: o que foi isto agora?! E lá vou eu.

A nível de conquistas tem sido sobretudo a nível pessoal, a vidinha não tem sido fácil mas ainda assim sempre que surgem desafios tenho lá estado para eles. Tenho conseguido superar-me em condições bastante adversas e isso, que não enche a barriga a ninguém, vai enchendo a alma. A questão dos valores também é importante, mantê-los é uma conquista diária. Estou a falar dos morais e éticos, claro está. Aos 40 é bom saber que tenho um farol.

Quanto às perdas, tenho aprendido a lidar com elas. Aceitá-las como sendo um fim de ciclo é um excelente analgésico. Há uma que ainda me está entalada e que acredito poder transformá-la numa nova conquista. Falarei nela adiante.

  • O que mudaria, se pudesse, mas não posso; e o que mudaria, se pudesse, e posso

Arranjaria trabalho perto de casa com um horário normal que me permitisse ter a qualidade de vida que tanto anseio para fazer todas as coisas que ficaram em stand by.
Cantar (esta é a tal que está entalada): teria tempo para ir aos ensaios do Pano Cru e fazer parte de espetáculos que tornam a vida um verdadeiro bálsamo.
Daria uma maior estabilidade à minha mãe para a ver despreocupada, solta e quiçá com o seu sorriso dos 40 anos.
Traria o meu irmão para Portugal, porque a nossa terra é a nossa terra e talvez, somente talvez, a cura dos males estejam na génese.
Agendaria um encontro com duas pessoas no outro lado do oceano, olhos nos olhos, com o simples propósito de perguntar: Porquê?

E o que mudaria se pudesse e posso: Vide acima.

  • O meu grau de satisfação com a minha rotina diária, de 0 a 10

5 – meia escala, pretendo chegar a um 7 ainda nesta década.

  • Recados para mim aos 20

Uma música: “Sonho Impossível” – um recado forte que só me fez bem.

  • Votos para mim aos 50

Cuida de ti, miúda.
Muda as lentes para ver melhor, mais além, mais acima, mais perto.
Trata das tuas costas, são elas que suportam as cargas e tu sabes que tens as costas largas.
Se a memória falha, anota. Anota tudo para mais tarde recordar.
Cuida das pernas, da circulação e das varizes. São elas que te fazem andar para frente. Sempre.
Vitamina-te para que possas fumar cigarros de prazer e o vinho de descontracção. Bem mereces.

Se nada disto resultar, lembra-te: haverá sempre a praia do Guincho.
Para mim e para todas nós.

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Obrigada, Xinha.

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Marta

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Sus

  • O melhor e o pior

O melhor, a consciência da finitude, tomei consciência de que a vida, com a qualidade que eu ambiciono, tem os anos contados, tenho de aproveitar todos os momentos.

O pior, aos 40 aparecem as dores nas costas, as artroses, os queixumes da velhice, e o papão da menopausa, da pré-menopausa.

  • As surpresas e as desilusões

As surpresas – Comecei a correr e gosto, são duas surpresas!

As desilusões – os 40 não me desiludem, eu gosto dos meus 43.

  • As conquistas e as perdas

As conquistas – A grande conquista é não dar demasiada importância ao que não tem importância.

As perdas – Ao mudar-me para o campo perto dos 40 perdi a proximidade física que tinha com os amigos e que me permitia encontrar, beber café e abraçar à distância de um telefonema; perdi alguns abraços, não pelos 40, mas pela distância, vale?

  • O que mudaria, se pudesse, mas não posso; e o que mudaria, se pudesse, e posso

Se pudesse todos os dias encontrava-me com um amigo diferente só para deitar conversa fora, mas não posso.

Comer menos açúcares e emagrecer, posso.

  • O meu grau de satisfação com a minha rotina diária, de 0 a 10

O meu grau de satisfação é 8, sim, acho que é isso um 8 ou 9.

  • Recados para mim aos 20

Vais conseguir conseguir concretizar os teus sonhos e vais gostar de correr 10 km por dia, de verdade! Não acredites quando te dizem que te vais arrepender de não ter filhos, vai por mim, vais adorar, eu sei do que falo.

  • Votos para mim aos 50

Conseguir viver com menos coisas, ter um galinheiro cheio de galinhas e pintos e viajar. Pois é, e quem trata das galinhas? Ok, galinhas só aos 60!

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Obrigada, Susana.

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Marta

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angela

  • O melhor e o pior

O melhor de ter 46 anos: perceber que TODOS os momentos e experiências que vivi ao longo da vida me transformaram na pessoa que sou hoje – mesmo os que pareceram menos bons na altura: sem eles não seria a pessoa que sou hoje!

Tenho muita dificuldade em escolher o pior. Se calhar porque tenho uma atitude optimista por natureza, cada coisa menos boa de que me lembro aparece logo de mãos dadas com as suas vantagens e mais-valias… vou dizer que o menos bom é saber que não vou poder conhecer milhares de locais no Mundo!

  • As surpresas e as desilusões

Uma surpresa foi, sem dúvida, a pessoa em que a maternidade me transformou. Quando quero surpreender alguém que me conheceu nos últimos 10 anos, digo que até aos 32 anos não queria ser mãe. Nessa altura as pessoas deixam cair o queixo e custa-lhes a acreditar. Porque o ser mãe e todas as descobertas que vieram com essa experiências se tornaram um dos centros da minha vida! Às vezes até eu me surpreendo!

Desilusões também não é fácil, mas se calhar vou escolher o momento em que encontro outra mulher da minha idade que escolheu ficar lá atrás, que olha para o seu peso, a sua imagem, o seu percurso profissional ou outro qualquer facto da sua vida com tristeza. Quero tanto que todas as mulheres possam conhecer a sensação de se amarem a si próprias!

  • As conquistas e as perdas

Conquistei segurança, confiança, maturidade: a pulso criei uma mãe em mim (e, como efeitos secundários, criei dois filhos!); criei (com uma sócia maravilhosa) uma empresa que me traz muita satisfação e realização pessoal; criei uma relação com um marido maravilhoso; criei uma mulher que quer continuar a aprender, a descobrir e a ser um suporte para as pessoas que a rodeiam!

O que perdi? Algumas relações pessoais com pessoas que têm pouco em comum comigo. Mas até essa perda se transforma numa conquista: de paz interior e de saber que a minha posição é só isso: a minha – e vai sempre estar certa ou errada para alguém!

  • O que mudaria, se pudesse, mas não posso; e o que mudaria, se pudesse, e posso

Mudaria a capacidade para viajar: viajaria todos os meses, conheceria vários recantos deste mundo maravilhoso (neste momento, as escolhas que implicaria fazer para tornar possível este sonho não são aceitáveis para mim); posso mudar, todos os dias, a forma como lido com as pessoas à minha volta, reduzir a minha impaciência com as escolhas dos outros que eu estou mesmo a ver que estão “erradas” (do meu ponto de vista, claro!)

  • O meu grau de satisfação com a minha rotina diária, de 0 a 10

A maior parte dos dias é um 9; lá vem um ou outro que é um 6 ou 7, mas de uma forma geral, adoro os meus dias!

  • Recados para mim aos 20

Vais no bom caminho!

  • Votos para mim aos 50

Espero que continues a ser capaz de aprender e transformar-te com as experiências que vives!.

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Obrigada, Ângela.

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Marta

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Questionário ‘Ter 40′