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Queridas Senhoras,

que passeios sugerem para estas férias? Por onde é que vão andar?

Agora que o Verão parece ter chegado de vez, e em jeito de aperitivo para as “férias grandes”, gostava de deixar uma sugestão aos nossos leitores. Nada de muito original, claro, é simplesmente o tipo de local que eu mais adoro, sobre o qual já falei aqui várias vezes: as nossas maravilhosas, frescas e retemperadoras praias fluviais!

O ano passado fiz um fim-de-semana na zona das Aldeias do Xisto sobre o qual escrevei brevemente aqui. Nesses dois dias andei pelos concelhos de Vila de Rei, Proença-a-Nova, Mação, Sertã e Oleiros, e descobri autênticos paraísos como a Fróia, a Cerejeira, Alvito da Beira ou Açude Pinto.

Claro que há muito mais para descobrir nesta região onde quero voltar, se possível, ainda este ano, para conhecer outros paraísos à beira-rio. Por exemplo, no concelho de Pampilhosa da Serra, distrito de Coimbra, onde nunca fui, e onde ficam três das seis praias fluviais das Aldeias do Xisto com Bandeira Azul. Galardoadas pela primeira vez este ano, são elas Janeiro de Baixo, Pessegueiro e Santa Luzia. Alvôco das Várzeas (concelho de Oliveira do Hospital) também estreia a bandeira. Louçainha (Penela) e Peneda (Góis) conservam-na.

É um território maravilhoso para passear, permite férias calmas, sem o frenesim das localidades costeiras. Saboreiem e descubram mais aqui e aqui.

Votos de boas férias!

Beijinhos a todas,

Céu

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Queridas Senhoras,

este ano conseguimos finalmente ir ao Pinhal das Artes em S. Pedro de Moel. A Marta falou-me várias vezes deste festival de artes para a infância que se realiza de dois em dois anos nos magníficos pinhais de S. Pedro. E vocês sabem como as descrições da Marta podem ser cativantes

Fomos este ano, mesmo à conta: o festival é dirigido à chamada primeira infância, até aos 5/6 anos. Ora o João tem 5, daqui a dois terá 7 e a irmã 10, pelo que se calhar já não achariam grande graça. Para quem tem bebés recomendo que agendem já a visita para 2016! Vale muito a pena, diria mesmo que nunca estive num evento para crianças tão bem concebido e, sobretudo, tão bem localizado.

O festival organiza-se numa tenda central onde vão decorrendo vários espetáculos e distribui-se por várias tendinhas onde acontecem, a horas marcadas, as muitas actividades indicadas por faixa etária. Música, dança, yoga, sessões muito específicas para bebés de colo, jogos com os sons da floresta, os aromas do pinhal, oficina de construção de brinquedos da floresta (adorei esta!) … a grande diferença e a grande vantagem em relação a outros festivais do género (o único que me ocorre é o Barrigas de Amor mas mesmo assim julgo que tem pouco a ver com este) é mesmo a localização e o cenário. E o espírito, claro.

As tendinhas estão muito espalhadas, há imenso espaço livre para estarmos à vontade, não há aquela sensação de sufoco de outros festivais, com muitas marcas à mistura e bonecos gigantes….Reparei que estavam lá algumas, claro, mas nada de agressivo.

Como o que nos interessava era sobretudo passear, ver e sentir o ambiente (e não tanto participar nas actividades que são, como já disse, na sua maioria, para crianças muito pequenas), aproveitámos a entrada mais barata a partir das 17 horas – três euros por pessoa em vez dos seis do bilhete normal.

Ora este bilhete dava direito aos espectáculos nocturnos pelo que resolvemos voltar à noite, depois de jantar, para ouvir “canções à guitarra” e “histórias à volta da fogueira”.

Se não fosse por mais nada, este momento teria valido o fim-de-semana inteiro. Sentados no chão, na tenda grande, a ouvir histórias, à roda de uma “fogueira mágica” (naturalmente, não se podia fazer uma fogueira a sério mas cada menino recebeu uma palhinha que esfregou nas mãos e de repente, um, dois, três, apagaram-se as luzes e ficaram só as palhinhas a brilhar; todos os meninos foram então ao centro colocar a sua brasa mágica para a fogueira).

Nunca tínhamos feito nada parecido. O sítio propício a estas aventuras é a nossa aldeia na Beira Alta mas normalmente só lá vamos por três ou quatro dias. Sabe sempre a pouco e não chega para viver tudo. Não se pode comprimir o sabor de um Verão inteiro em três dias.

Lembro-me de ser pequena e de o Verão na aldeia durar uma eternidade, de haver tempo para tudo, para o rio, o pinhal, as festas e bailaricos, os piqueniques, o adro à noite, os passeios pela estrada fora, ao escuro. Claro que eu não pensava nisto, vivia e pronto. Agora tenho sempre a sensação de que não temos tempo e sinto uma espécie de pena ou melancolia por os meus filhos não passarem mais tempo a ver as estrelas à noite, no céu de Verão.

Foi por isso que quando vi aquelas histórias à volta da fogueira quis muito que eles vivessem isso, embora no fundo seja eu que queira viver isso com eles, sempre a tentar recuperar pedaços da infância. E cheiros, sobretudo cheiros. Inspiro uma golfada de ar do pinhal e, olhem, sinto-me logo a sorrir por dentro. Mesmo.

E assim foi. Mas o facto é que nos deitámos à uma da manhã e no dia seguinte antes das sete eles acordaram. Mas dos sonolentos não reza a História por isso fico-me por aqui.

Beijinhos a todas,

Céu

 

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Queridas Senhoras,

admiro muito aquelas famílias que andam a conhecer o mundo com os bebés às costas. Correm tudo e estão sempre descontraídas, as crianças coradas e sorridentes.

É que eu vou só ali até à Ericeira e fico de rastos. E não levo bebés. (Embora às vezes ainda carregue 20kg às cavalitas.)

Para começar, enganamo-nos sempre no caminho, seja qual for o destino, não importa quantas vezes lá tenhamos ido antes. Não teríamos grande jeito para viajantes profissionais, a avaliar pela dificuldade em perceber para onde vai e de onde vem a CREL.

Depois, aquilo que imagino, a descoberta conjunta, as aprendizagens, os momentos memoráveis que nos preparamos para viver… no terreno tudo se resume a evitar que o João se estatele nas rochas ou caia por uma falésia abaixo. E a ficar com a correspondente dor de pernas, pescoço e ombros, pois claro.

Mas pronto, o passeio correu bem. Almoçámos num restaurante previamente recomendado e reservado, o que limitou as hipóteses de asneira nesse departamento. E no caminho de volta conseguimos demorar menos meia-hora do que no percurso de ida. E desta vez é que ficámos mesmo a perceber qual é o melhor trajecto. Para a próxima vai correr tudo ainda melhor e vamos todos desfrutar das magníficas paisagens, das praias desertas, do vento nos cabelos.

Para a próxima é que vai ser.

Beijinhos a todas e continuação de bom fim-de-semana,

Céu

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Xinha

  • O melhor e o pior

O melhor dos 40 anos é o jogo de ancas, os pés assentes na terra (apesar da terra abanar por todos os lados) e o brilhozinho nos olhos.

O pior é a consciência dos ossos, os limites da carga e ter de anotar tudo senão esqueço-me…

  • As surpresas e as desilusões

As surpresas: bom, a maior de todas talvez seja a capacidade de me reinventar, de recomeçar, de reaprender, dos érres todos que se cravam eu mim com uma naturalidade que me… surpreende. Nada do que sou aos 40 era suposto acontecer, ser ou fazer.

Desilusões – também são surpresas… só aconteceram porque me iludi e se o fiz foi porque acreditei e se acreditei valeu a pena. Vale sempre a pena a intenção da semente. A desilusão é o tal enorme espaço vazio que resta quando já esteve cheio. E eu lá quero viver sem isso?!

  • As conquistas e as perdas

Tens tempo? Tenho pensado muito sobre isso e cá para mim as conquistas estão sempre ligadas as perdas e estas às conquistas. Tanto a nível profissional como pessoal, sempre que perdi conquistei e sempre que conquistei acabei por perder. É assim uma espécie de jogo de forças, uma dicotomia poderosa que aos 40 faz-me rir e perguntar constantemente: o que foi isto agora?! E lá vou eu.

A nível de conquistas tem sido sobretudo a nível pessoal, a vidinha não tem sido fácil mas ainda assim sempre que surgem desafios tenho lá estado para eles. Tenho conseguido superar-me em condições bastante adversas e isso, que não enche a barriga a ninguém, vai enchendo a alma. A questão dos valores também é importante, mantê-los é uma conquista diária. Estou a falar dos morais e éticos, claro está. Aos 40 é bom saber que tenho um farol.

Quanto às perdas, tenho aprendido a lidar com elas. Aceitá-las como sendo um fim de ciclo é um excelente analgésico. Há uma que ainda me está entalada e que acredito poder transformá-la numa nova conquista. Falarei nela adiante.

  • O que mudaria, se pudesse, mas não posso; e o que mudaria, se pudesse, e posso

Arranjaria trabalho perto de casa com um horário normal que me permitisse ter a qualidade de vida que tanto anseio para fazer todas as coisas que ficaram em stand by.
Cantar (esta é a tal que está entalada): teria tempo para ir aos ensaios do Pano Cru e fazer parte de espetáculos que tornam a vida um verdadeiro bálsamo.
Daria uma maior estabilidade à minha mãe para a ver despreocupada, solta e quiçá com o seu sorriso dos 40 anos.
Traria o meu irmão para Portugal, porque a nossa terra é a nossa terra e talvez, somente talvez, a cura dos males estejam na génese.
Agendaria um encontro com duas pessoas no outro lado do oceano, olhos nos olhos, com o simples propósito de perguntar: Porquê?

E o que mudaria se pudesse e posso: Vide acima.

  • O meu grau de satisfação com a minha rotina diária, de 0 a 10

5 – meia escala, pretendo chegar a um 7 ainda nesta década.

  • Recados para mim aos 20

Uma música: “Sonho Impossível” – um recado forte que só me fez bem.

  • Votos para mim aos 50

Cuida de ti, miúda.
Muda as lentes para ver melhor, mais além, mais acima, mais perto.
Trata das tuas costas, são elas que suportam as cargas e tu sabes que tens as costas largas.
Se a memória falha, anota. Anota tudo para mais tarde recordar.
Cuida das pernas, da circulação e das varizes. São elas que te fazem andar para frente. Sempre.
Vitamina-te para que possas fumar cigarros de prazer e o vinho de descontracção. Bem mereces.

Se nada disto resultar, lembra-te: haverá sempre a praia do Guincho.
Para mim e para todas nós.

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Obrigada, Xinha.

Para participar no nosso questionário ‘Ter 40′, basta enviar as respostas por email. Saibam mais aqui. Até já.

Marta

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Sus

  • O melhor e o pior

O melhor, a consciência da finitude, tomei consciência de que a vida, com a qualidade que eu ambiciono, tem os anos contados, tenho de aproveitar todos os momentos.

O pior, aos 40 aparecem as dores nas costas, as artroses, os queixumes da velhice, e o papão da menopausa, da pré-menopausa.

  • As surpresas e as desilusões

As surpresas – Comecei a correr e gosto, são duas surpresas!

As desilusões – os 40 não me desiludem, eu gosto dos meus 43.

  • As conquistas e as perdas

As conquistas – A grande conquista é não dar demasiada importância ao que não tem importância.

As perdas – Ao mudar-me para o campo perto dos 40 perdi a proximidade física que tinha com os amigos e que me permitia encontrar, beber café e abraçar à distância de um telefonema; perdi alguns abraços, não pelos 40, mas pela distância, vale?

  • O que mudaria, se pudesse, mas não posso; e o que mudaria, se pudesse, e posso

Se pudesse todos os dias encontrava-me com um amigo diferente só para deitar conversa fora, mas não posso.

Comer menos açúcares e emagrecer, posso.

  • O meu grau de satisfação com a minha rotina diária, de 0 a 10

O meu grau de satisfação é 8, sim, acho que é isso um 8 ou 9.

  • Recados para mim aos 20

Vais conseguir conseguir concretizar os teus sonhos e vais gostar de correr 10 km por dia, de verdade! Não acredites quando te dizem que te vais arrepender de não ter filhos, vai por mim, vais adorar, eu sei do que falo.

  • Votos para mim aos 50

Conseguir viver com menos coisas, ter um galinheiro cheio de galinhas e pintos e viajar. Pois é, e quem trata das galinhas? Ok, galinhas só aos 60!

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Obrigada, Susana.

Para participar no nosso questionário ‘Ter 40′, basta enviar as respostas por email. Saibam mais aqui. Até já.

Marta

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angela

  • O melhor e o pior

O melhor de ter 46 anos: perceber que TODOS os momentos e experiências que vivi ao longo da vida me transformaram na pessoa que sou hoje – mesmo os que pareceram menos bons na altura: sem eles não seria a pessoa que sou hoje!

Tenho muita dificuldade em escolher o pior. Se calhar porque tenho uma atitude optimista por natureza, cada coisa menos boa de que me lembro aparece logo de mãos dadas com as suas vantagens e mais-valias… vou dizer que o menos bom é saber que não vou poder conhecer milhares de locais no Mundo!

  • As surpresas e as desilusões

Uma surpresa foi, sem dúvida, a pessoa em que a maternidade me transformou. Quando quero surpreender alguém que me conheceu nos últimos 10 anos, digo que até aos 32 anos não queria ser mãe. Nessa altura as pessoas deixam cair o queixo e custa-lhes a acreditar. Porque o ser mãe e todas as descobertas que vieram com essa experiências se tornaram um dos centros da minha vida! Às vezes até eu me surpreendo!

Desilusões também não é fácil, mas se calhar vou escolher o momento em que encontro outra mulher da minha idade que escolheu ficar lá atrás, que olha para o seu peso, a sua imagem, o seu percurso profissional ou outro qualquer facto da sua vida com tristeza. Quero tanto que todas as mulheres possam conhecer a sensação de se amarem a si próprias!

  • As conquistas e as perdas

Conquistei segurança, confiança, maturidade: a pulso criei uma mãe em mim (e, como efeitos secundários, criei dois filhos!); criei (com uma sócia maravilhosa) uma empresa que me traz muita satisfação e realização pessoal; criei uma relação com um marido maravilhoso; criei uma mulher que quer continuar a aprender, a descobrir e a ser um suporte para as pessoas que a rodeiam!

O que perdi? Algumas relações pessoais com pessoas que têm pouco em comum comigo. Mas até essa perda se transforma numa conquista: de paz interior e de saber que a minha posição é só isso: a minha – e vai sempre estar certa ou errada para alguém!

  • O que mudaria, se pudesse, mas não posso; e o que mudaria, se pudesse, e posso

Mudaria a capacidade para viajar: viajaria todos os meses, conheceria vários recantos deste mundo maravilhoso (neste momento, as escolhas que implicaria fazer para tornar possível este sonho não são aceitáveis para mim); posso mudar, todos os dias, a forma como lido com as pessoas à minha volta, reduzir a minha impaciência com as escolhas dos outros que eu estou mesmo a ver que estão “erradas” (do meu ponto de vista, claro!)

  • O meu grau de satisfação com a minha rotina diária, de 0 a 10

A maior parte dos dias é um 9; lá vem um ou outro que é um 6 ou 7, mas de uma forma geral, adoro os meus dias!

  • Recados para mim aos 20

Vais no bom caminho!

  • Votos para mim aos 50

Espero que continues a ser capaz de aprender e transformar-te com as experiências que vives!.

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Obrigada, Ângela.

Para participar no nosso questionário ‘Ter 40′, basta enviar as respostas por email. Saibam mais aqui. Até já.

Marta

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Questionário ‘Ter 40′